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Advogado com atuação exclusiva na área de direito médico e da saúde. Especialista em Responsabilidade Civil na Área da Saúde pela FGV-SP. Pós-graduado em Direito Médico e da Saúde. Coordenador do curso de Pós-graduação em Direito Médico da Escola Paulista de Direito (EPD). Presidente da Comissão de Direito Odontológico e da Saúde da OAB-Santana/SP. Docente convidado dos cursos de Especialização em Odontologia Legal da FORP-USP (Ribeirão Preto/SP), da ABO-GO (Goiânia), da ABO-RS (Porto Alegre) e da FO-USP (São Paulo/SP). Docente convidado da FUNDECTO no curso de Perícias e Assessorias Técnicas em Odontologia. Docente convidado do curso de Bioética e Biodireito do HCor. Docente convidado de cursos de Gestão da Qualidade em Serviços de Saúde (Einstein, Inspirar e UNISA). Especialista em Seguro de Responsabilidade Civil Profissional para Médico, Cirurgião-dentista, Hospital e Laboratório. Autor da obra: "COMENTÁRIOS AO CÓDIGO DE ÉTICA MÉDICA - Resolução CFM nº 1.931/2009". Mestrando em Odontologia Legal e Deontologia pela UNICAMP (FOP).

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

'Médicos das sombras' injetaram placenta na presidente da Coreia do Sul Comente

Deputado oposicionista Lee Yong-joo, do Partido do Povo, mostra montagem com fotos da presidente afastada Park Geun-hye durante audiência da Assembleia National, em Seul. Na montagem está escrito "Será que as marcas no rosto de Park [assinaladas com círculos nas fotografias] foram por causa de enxerto cosmético?

A presidente da Coreia do Sul foi visitada por "médicos das sombras" que injetaram extrato de placenta humana em seu corpo, segundo informações divulgadas nesta quarta-feira (14) em uma investigação parlamentar sobre um grande escândalo de corrupção.

As audiências parlamentares, que já duram dois meses, buscam esclarecer em profundidade o escândalo de corrupção que provocou grandes protestos nacionais e que levou os legisladores a votar pela destituição da presidente Park Geun-hye na sexta-feira passada.

Park é acusada de ter se deixado influenciar por sua amiga e confidente, Choi Soo-sil, que, por sua vez, utilizou supostamente seus vínculos com a presidente para se enriquecer.

O escândalo levantou dúvidas sobre até que ponto a amiga influenciou a vida pessoal da presidente, depois que foi divulgado que Park procurou tratamentos de médicos que não faziam parte de sua equipe de saúde oficial, mas que tinham ligação com Choi.

Os dois médicos -- que trataram Choi por anos -- testemunharam que visitaram Park em sua residência várias vezes, frequentemente sem a presença ou o conhecimento da equipe médica presidencial.

Um deles disse ter dado a Park uma série de injeções contendo extratos de placenta humana e vitaminas, amplamente utilizados como um tratamento anti-envelhecimento ou para desintoxicação na Coreia do Sul.

Mais tarde ele se tornou membro da equipe médica presidencial.

O outro médico, que administra uma clínica de cirurgia plástica no distrito Gangnam de Seul, testemunhou ter visitado Park várias vezes desde 2013 para lidar com seus "problemas de pele".

Ele, no entanto, negou ter realizado procedimentos cosméticos em Park, enquanto os legisladores o pressionaram mostrando fotos de pequenos machucados no rosto da presidente que, segundo ele, possivelmente eram vestígios de agulhas para preenchimento de rugas.

Um ex-chefe da equipe médica presidencial disse a uma emissora de televisão ter recusado um pedido de Park para injetar extrato de placenta humana devido a dúvidas sobre seus benefícios médicos, antes de ser demitido em 2014.

"Eu ouvi rumores de que alguns (médicos) estavam visitando a Casa Azul presidencial à noite... mas não levei isso a sério naquela época", disse aos legisladores nesta quarta-feira.

Os detalhes das condições de saúde da presidente são segredos de Estado.

"É um problema muito grave o fato de médicos que não foram nomeados como parte da equipe médica oficial terem entrado na Casa Azul (presidencial) e tido acesso físico à presidente", disse um legislador, descrevendo-os como "médicos das sombras".

Outro legislador lembrou que os dois médicos passavam por inspeções de segurança mínimas quando visitavam Park regularmente.

"Nossa chefe de Estado foi deixada completamente vulnerável... depois que o protocolo de segurança presidencial oficial foi arruinado por seu relacionamento privado", disse.

Choi, filha de uma misteriosa figura religiosa, Choi Tae-min, chefe autoproclamado da Igreja da Vida Eterna, teria exercido uma enorme influência sobre Park, de sua forma de se vestir à nomeação de funcionários de alto escalão.

Atualmente, Choi aguarda julgamento por acusações de fraude e abuso de poder.

Fonte: UOL