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Advogado com atuação exclusiva na área de direito médico e da saúde. Especialista em Responsabilidade Civil na Área da Saúde pela FGV-SP. Pós-graduado em Direito Médico e da Saúde. Coordenador do curso de Pós-graduação em Direito Médico da Escola Paulista de Direito (EPD). Presidente da Comissão de Direito Odontológico e da Saúde da OAB-Santana/SP. Docente convidado dos cursos de Especialização em Odontologia Legal da FORP-USP (Ribeirão Preto/SP), da ABO-GO (Goiânia), da ABO-RS (Porto Alegre) e da FO-USP (São Paulo/SP). Docente convidado da FUNDECTO no curso de Perícias e Assessorias Técnicas em Odontologia. Docente convidado do curso de Bioética e Biodireito do HCor. Docente convidado de cursos de Gestão da Qualidade em Serviços de Saúde (Einstein, Inspirar e UNISA). Especialista em Seguro de Responsabilidade Civil Profissional para Médico, Cirurgião-dentista, Hospital e Laboratório. Autor da obra: "COMENTÁRIOS AO CÓDIGO DE ÉTICA MÉDICA - Resolução CFM nº 1.931/2009". Mestrando em Odontologia Legal e Deontologia pela UNICAMP (FOP).

sábado, 12 de novembro de 2016

Estresse provoca problemas de saúde em residentes

Suicídio entre os médicos é cinco vezes maior do que na população em geral

Os jovens médicos apresentam problemas de saúde já na Residência devido ao alto nível de exigência da profissão e à convivência com situações de estresse. Apesar disso, muitos não buscam ajuda para tratar os sintomas. A resistência apresentada pelos médicos em admitir que estejam passando por problemas e a dificuldade em se colocar no papel do paciente fazem com que muitos não procurem ajuda, o que contribui para o avanço da doença.

Essas conclusões – consenso entre os participantes do I Fórum Nacional de Integração do Médico Jovem, realizado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), no mês de agosto – alertaram sobre a importância do cuidado e atenção à saúde do médico desde a Residência. Segundo a conselheira do Cremesp, Kátia Burle Guimarães, há indícios de que o estresse do médico comece já durante a graduação. Ela apresentou pesquisa realizada com alunos a partir do 5° ano, apontando que em 63,71% dos casos havia predominância de sintomas psíquicos.

Outro dado alarmante discutido durante o fórum diz respeito ao número de suicídios cometidos por médicos, que é cinco vezes maior do que entre a população geral, de acordo com a literatura médica. Entre as mulheres médicas, o risco é ainda maior que o dos homens.

Ensino

Segundo dados apresentados durante o fórum, existem atualmente 269 cursos de Medicina no País, o que, por ano, representam a oferta de vagas para mais de 24 mil novos estudantes. Esses números projetam para 2020 a existência de mais 35 mil novos médicos, um contingente expressivo que depende de ações imediatas para que se possam colher os resultados esperados em alguns anos em termos de assistência à saúde da população.

O evento apontou soluções para conferir mais eficiência ao ensino médico, como o acesso a um corpo docente qualificado e a instalações físicas com condições adequadas, além de uma organização didático-pedagógica que propicie a boa formação de médicos. Também foi discutida a necessidade da existência de avaliação externa dos cursos de Medicina, como componente fundamental para aferir qualidade e desenvolver excelência na oferta de ensino.

Foram apresentadas ainda algumas ações do Movimento Nacional pela Valorização da Residência Médica, que defende um plano de carreira para os preceptores, a isonomia da bolsa de Residência com os médicos do Programa de Valorização dos Profissionais da Atenção Básica (Provab) e do Mais Médicos, além de um plano de carreira para os médicos do SUS.

Fonte: CREMESP