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Advogado com atuação exclusiva na área de direito médico e da saúde. Especialista em Responsabilidade Civil na Área da Saúde pela FGV-SP. Pós-graduado em Direito Médico e da Saúde. Coordenador do curso de Pós-graduação em Direito Médico da Escola Paulista de Direito (EPD). Presidente da Comissão de Direito Odontológico e da Saúde da OAB-Santana/SP. Docente convidado dos cursos de Especialização em Odontologia Legal da FORP-USP (Ribeirão Preto/SP), da ABO-GO (Goiânia), da ABO-RS (Porto Alegre) e da FO-USP (São Paulo/SP). Docente convidado da FUNDECTO no curso de Perícias e Assessorias Técnicas em Odontologia. Docente convidado do curso de Bioética e Biodireito do HCor. Docente convidado de cursos de Gestão da Qualidade em Serviços de Saúde (Einstein, Inspirar e UNISA). Especialista em Seguro de Responsabilidade Civil Profissional para Médico, Cirurgião-dentista, Hospital e Laboratório. Autor da obra: "COMENTÁRIOS AO CÓDIGO DE ÉTICA MÉDICA - Resolução CFM nº 1.931/2009". Mestrando em Odontologia Legal e Deontologia pela UNICAMP (FOP).

sábado, 12 de novembro de 2016

Cremesp vê com preocupação abertura de novos cursos privados de Medicina

O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) vem a público manifestar preocupação com a autorização para criação de novos cursos de Medicina em todo o Brasil, mediante Portaria publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (27/9). A medida prevê abertura de cursos privados em 37 cidades do Brasil; 13 delas no Estado de São Paulo: Araçatuba, Araras, Bauru, Cubatão, Guarujá, Guarulhos, Jaú, Mauá, Osasco, Piracicaba, Rio Claro, São Bernardo do Campo e São José dos Campos.

O Estado de São Paulo forma atualmente um contingente de mais de 4.500 médicos por ano. Muitos deles, sujeitos a péssima qualidade de ensino, não conseguem entrar na Residência Médica, colocando, assim, em risco a saúde das pessoas, principalmente em plantões, prontos-socorros e unidades de saúde das periferias.

As cidades escolhidas no Estado de São Paulo são próximas de localidades onde já existem escolas médicas. Além disso, fiscalizações realizadas por esta Casa, em 2015, demonstraram que algumas delas não possuem estrutura mínima necessária para promover o ensino médico adequado, como a falta de hospitais-escolas para a prática médica e de corpo docente qualificado e em número adequado.

A qualidade do ensino é essencial na formação médica e não deve ser substituída pela quantidade de formandos.

O Conselho avalia os recém-formados há 11 anos, por meio do Exame do Cremesp, com metodologia científica, que avalia conhecimentos básicos que todo médico deve saber para atender adequadamente. Os resultados ao longo dos anos são alarmantes, pois mais da metade não alcança índices satisfatórios.

Por todo o exposto, o Cremesp condena a abertura de vagas de cursos de Medicina sem que haja condições éticas e profissionais para que o acadêmico realize seu estágio com supervisão e qualidade.

Fonte: Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo