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Advogado com atuação exclusiva na área de direito médico e da saúde. Especialista em Responsabilidade Civil na Área da Saúde pela FGV-SP. Pós-graduado em Direito Médico e da Saúde. Coordenador do curso de Pós-graduação em Direito Médico da Escola Paulista de Direito (EPD). Presidente da Comissão de Direito Odontológico e da Saúde da OAB-Santana/SP. Docente convidado dos cursos de Especialização em Odontologia Legal da FORP-USP (Ribeirão Preto/SP), da ABO-GO (Goiânia), da ABO-RS (Porto Alegre) e da FO-USP (São Paulo/SP). Docente convidado da FUNDECTO no curso de Perícias e Assessorias Técnicas em Odontologia. Docente convidado do curso de Bioética e Biodireito do HCor. Docente convidado de cursos de Gestão da Qualidade em Serviços de Saúde (Einstein, Inspirar e UNISA). Especialista em Seguro de Responsabilidade Civil Profissional para Médico, Cirurgião-dentista, Hospital e Laboratório. Autor da obra: "COMENTÁRIOS AO CÓDIGO DE ÉTICA MÉDICA - Resolução CFM nº 1.931/2009". Mestrando em Odontologia Legal e Deontologia pela UNICAMP (FOP).

sábado, 12 de novembro de 2016

Doentes dizem que linguagem dos médicos é muito técnica

PORTUGAL

Um quinto dos doentes inquiridos pela Deco queixaram-se de problemas de comunicação com os médicos

Os cidadãos queixam-se cada vez mais dos serviços de saúde públicos e privados. Nos primeiros seis meses deste ano, a Entidade Reguladora da Saúde recebeu 161 reclamações por dia (29.014), mais 63% do que no mesmo período do ano anterior. A principal razão de queixa em 2016 tem a ver com os chamados procedimentos administrativos (25,3% dos processos de reclamações), seguindo-se os tempos de espera (25%) e o acesso a cuidados de saúde (20,3%). Em 2015, o maior número de reclamações prendeu-se com os tempos de espera e os cuidados de saúde e segurança dos doentes, um item que este ano aparece em quinto lugar.

Em 2010, num estudo conduzido pela associação de defesa do consumidor Deco sobre o relacionamento entre profissionais de saúde e doentes, um quinto dos inquiridos queixava-se de problemas de comunicação com os médicos. Os pacientes sublinhavam que não lhes agradava a forma como os profissionais lhes falam e diziam ter a sensação de que não são ouvidos.

Com uma amostra de 3840 portugueses entre os 18 e os 74 anos, e perguntas que incidiam sobre o seu relacionamento com os profissionais de saúde e os serviços online de apoio aos cuidados de saúde (possibilidade de contactar o médico, marcar consultas, pedir receitas nos centros de saúde pela Internet e de receber alertas por sms), o estudo permitiu perceber que os problemas de comunicação afectam a adesão aos tratamentos e a eficácia da medicação.

Acentuando que a liguagem por vezes é muito técnica, quase metade dos inquiridos consideravam não ter sido bem informados sobre as opções de tratamento e como tomar a medicação. Um terço das pessoas que responderam ao inquérito lamentavam ainda o facto de os médicos não terem pedido a sua opinião sobre alternativas de tratamento e sobre a forma como este deve prosseguir, o que leva ao abandono da terapêutica.

O comportamento dos profissionais foi classificado como paternalista ou directivo (sem apelar à participação) por quase um terço dos inquiridos.

Fonte: PUBLICO.pt