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Advogado. Especialista em Direito Médico e Odontológico. Especialista em Direito da Medicina (Coimbra). Mestre em Odontologia Legal. Coordenador da Pós-graduação em Direito Médico e Hospitalar - Escola Paulista de Direito (EPD). Coordenador ajunto do Mestrado em Direito Médico e Odontológico da São Leopoldo Mandic. Preceptor nos programas de Residência Jurídica em Direito Médico e Odontológico (Responsabilidade civil, Processo ético médico/odontológico e Perícia Cível) - ABRADIMED (Academia Brasileira de Direito Médico). Membro do Comitê de Bioética do HCor. Docente convidado da Especialização em Direito da Medicina do Centro de Direito Biomédico - Universidade de Coimbra. Ex-Presidente das Comissões de Direito Médico e de Direito Odontológico da OAB-Santana/SP. Docente convidado em cursos de Especialização em Odontologia Legal. Docente convidado no curso de Perícias e Assessorias Técnicas em Odontologia (FUNDECTO). Docente convidado de cursos de Gestão da Qualidade em Serviços de Saúde. Especialista em Seguro de Responsabilidade Civil Profissional. Diretor da ABRADIMED. Autor da obra: COMENTÁRIOS AO CÓDIGO DE ÉTICA MÉDICA.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Meningite: família culpa médico por morte. Sesab nega

Familiares da estudante Rosana Almeida de Brito, 28 anos (a 15ª vítima de meningite meningocócica na Bahia este ano), acusam o médico da Unidade de Emergência de Pirajá, João Ricardo Santana e Sant'Anna, de ter cometido erro médico.

"Ele disse que era virose. Não fez exame. Foi erro médico. Estamos procurando um advogado para processar", avisou o irmão de Rosana, Audo Almeida, 26.

Embora tenha ressaltado que não pode falar da suspeita, a infectologista Ceuci Nunes disse que doenças como meningite se confundem, no início, com viroses. Mas três sintomas são fortes: dor de cabeça, vômito e febre. "Tem também manchas. Se houver suspeita, deve ser feito o estudo do líquor" (coletado do paciente).

Por meio de sua assessoria, a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) informou que não houve procedimento incorreto e que, no dia 27 de junho, Rosana foi avaliada por dois médicos. Após observação, teria "evoluído bem o quadro" e ela foi liberada. A família diz que ela foi atendida com febre, dor de cabeça e vômito, que apresentava há seis dias. Liberada, seu caso se agravou e a família a levou ao Hospital do Subúrbio, onde morreu às 5h18 do dia 28.

A reportagem procurou o médico nesta terça-feira, 9, na unidade de Pirajá, mas foi informada de que ele só trabalharia no sábado. Na receita fornecida por João Ricardo Santana, está a prescrição de dipirona e Hixizine, usado para alergias.

Segundo a assessoria do Hospital do Subúrbio, a paciente deu entrada naquela unidade de saúde com quadro "avançado" e manchas no corpo. O secretário do Conselho Regional de Medicina da Bahia, Otávio Marambaia, disse que casos como este só são investigados se a família fizer uma denúncia formal.

Fonte: Portal A Tarde/UOL