*por Gilberto Dimenstein
Minha primeira reação quando vejo demandas corporativas é suspeitar se os interesses da corporação não estão sendo colocados na frente do interesse do cidadão.
Essa é a minha suspeita em relação ao debate sobre trazer médicos estrangeiros. É corretíssimo, claro, querer que esses médicos passem por algum exame - e também avaliar se eles sabem se comunicar com os pacientes.
O que me incomoda, porém, é a hipocrisia. Testes com formandos das escolas de medicina do Brasil estão mostrando como muitos deles são despreparados - aliás, muito despreparados.
Mas, mesmo assim, podem clinicar sem restrições.
Por que isso não causa a mesma indignação, já que são nossos pacientes que estão em risco?
Por algum acaso, erro médico produzido por brasileiros é menos grave?
Fonte: Estadão/UOL
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- MARCOS COLTRI
- Advogado. Especialista em Direito Médico e Odontológico. Especialista em Direito da Medicina (Coimbra). Mestre em Odontologia Legal. Coordenador da Pós-graduação em Direito Médico e Hospitalar - Escola Paulista de Direito (EPD). Coordenador ajunto do Mestrado em Direito Médico e Odontológico da São Leopoldo Mandic. Preceptor nos programas de Residência Jurídica em Direito Médico e Odontológico (Responsabilidade civil, Processo ético médico/odontológico e Perícia Cível) - ABRADIMED (Academia Brasileira de Direito Médico). Membro do Comitê de Bioética do HCor. Docente convidado da Especialização em Direito da Medicina do Centro de Direito Biomédico - Universidade de Coimbra. Ex-Presidente das Comissões de Direito Médico e de Direito Odontológico da OAB-Santana/SP. Docente convidado em cursos de Especialização em Odontologia Legal. Docente convidado no curso de Perícias e Assessorias Técnicas em Odontologia (FUNDECTO). Docente convidado de cursos de Gestão da Qualidade em Serviços de Saúde. Especialista em Seguro de Responsabilidade Civil Profissional. Diretor da ABRADIMED. Autor da obra: COMENTÁRIOS AO CÓDIGO DE ÉTICA MÉDICA.