O Ministério da Saúde analisou 250 prontuários de hospitais da capital
Os auditores do Ministério da Saúde analisaram 250 prontuários médicos de hospitais de Campo Grande que tratam pacientes com câncer. A maioria tinha irregularidades na aplicação de recursos do Sistema Único de Saúde.
``É uma evidência que existia uma máfia do câncer em Campo Grande que ganhava dinheiro, inclusive, ao prescrever medicamentos``, diz o ministro da Saúde Alexandre Padilha.
De acordo com o relatório, a Santa Casa e o Hospital do Câncer prolongavam a quimioterapia para pacientes em estado terminal. Em média, esse tipo de tratamento deve durar um ano, mas nesses hospitais chegava a 40 meses.
Também foram identificados sete casos de pagamentos de procedimentos a pacientes mortos. A força-tarefa comprovou ainda, que pessoas com câncer receberam doses menores de remédios do que as indicadas pelos médicos, como mostraram gravações telefônicas feitas pela Polícia Federal.
Todas as informações apuradas pela auditoria do Ministério da Saúde já foram encaminhadas para a Polícia Federal. Agora, vão ser rastreadas as compras de medicamentos para saber como a máfia do câncer desviava os recursos do SUS.
A força-tarefa comprovou o desvio de R$ 155 mil. O valor a ser devolvido aos cofres públicos deve ser maior porque ainda vão ser analisados outros mil prontuários.
``Se for necessários nós vamos fazer medidas judiciais. Vamos a fundo, até o fim, para recuperar esse recurso para saúde pública do país”, defende o ministro.
O ministério recomendou ainda que a compra de remédios seja aprovada por um funcionário público.
Fonte: Bom dia Brasil / G1
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- MARCOS COLTRI
- Advogado. Especialista em Direito Médico e Odontológico. Especialista em Direito da Medicina (Coimbra). Mestre em Odontologia Legal. Coordenador da Pós-graduação em Direito Médico e Hospitalar - Escola Paulista de Direito (EPD). Coordenador ajunto do Mestrado em Direito Médico e Odontológico da São Leopoldo Mandic. Preceptor nos programas de Residência Jurídica em Direito Médico e Odontológico (Responsabilidade civil, Processo ético médico/odontológico e Perícia Cível) - ABRADIMED (Academia Brasileira de Direito Médico). Membro do Comitê de Bioética do HCor. Docente convidado da Especialização em Direito da Medicina do Centro de Direito Biomédico - Universidade de Coimbra. Ex-Presidente das Comissões de Direito Médico e de Direito Odontológico da OAB-Santana/SP. Docente convidado em cursos de Especialização em Odontologia Legal. Docente convidado no curso de Perícias e Assessorias Técnicas em Odontologia (FUNDECTO). Docente convidado de cursos de Gestão da Qualidade em Serviços de Saúde. Especialista em Seguro de Responsabilidade Civil Profissional. Diretor da ABRADIMED. Autor da obra: COMENTÁRIOS AO CÓDIGO DE ÉTICA MÉDICA.