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Advogado. Especialista em Direito Médico e Odontológico. Especialista em Direito da Medicina (Coimbra). Mestre em Odontologia Legal. Coordenador da Pós-graduação em Direito Médico e Hospitalar - Escola Paulista de Direito (EPD). Coordenador ajunto do Mestrado em Direito Médico e Odontológico da São Leopoldo Mandic. Preceptor nos programas de Residência Jurídica em Direito Médico e Odontológico (Responsabilidade civil, Processo ético médico/odontológico e Perícia Cível) - ABRADIMED (Academia Brasileira de Direito Médico). Membro do Comitê de Bioética do HCor. Docente convidado da Especialização em Direito da Medicina do Centro de Direito Biomédico - Universidade de Coimbra. Ex-Presidente das Comissões de Direito Médico e de Direito Odontológico da OAB-Santana/SP. Docente convidado em cursos de Especialização em Odontologia Legal. Docente convidado no curso de Perícias e Assessorias Técnicas em Odontologia (FUNDECTO). Docente convidado de cursos de Gestão da Qualidade em Serviços de Saúde. Especialista em Seguro de Responsabilidade Civil Profissional. Diretor da ABRADIMED. Autor da obra: COMENTÁRIOS AO CÓDIGO DE ÉTICA MÉDICA.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Exame de validação de diploma estrangeiro aprova só 10% dos médicos

Candidatos reclamam da duração das provas e testes, considerados exaustivos

O Revalida, exame que reconhece o diploma de medicina obtido em universidade no exterior, tem um índice de aprovação de aproximadamente 10%.

Em 2012, Bolívia, Cuba e Argentina representavam os três países mais escolhidos pelos brasileiros para tirar seus diplomas, segundo dados do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira).

As críticas feitas ao Revalida são principalmente quanto à duração e ao formato das provas, consideradas exaustivas pelos candidatos ouvidos pelo UOL.

"A parte teórica da 1° fase do exame dura oito horas. São provas objetivas de manhã e mais a dissertativa à tarde. Uma prova extensa como essa te vence pelo cansaço mental e físico", opina o brasileiro M.S, formado pela Elam (Escola Latino-Americana de Medicina), em Havana (Cuba), em 2012, e aprovado no mesmo ano no Revalida. "Os enunciados são enormes e fazem perder muito tempo. Deveriam ser mais objetivos."

"As questões são simples, mas muito mal formuladas", diz a entrevistada com dupla cidadania boliviana e brasileira que não quer se identificar. Ela estudou medicina na Universidade Gama Filho, no Rio, transferiu a matrícula para a Universidad Católica Boliviana, completou seus estudos com um intercâmbio na França e tem seu diploma homologado pela Espanha.

No Brasil desde 2010, não revalidou seu diploma. Foi reprovada em duas universidades federais e tenta a UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) neste ano.

Para a portuguesa naturalizada brasileira Sara Amaral, 27, que passou no Revalida logo depois de ter se formado em Lisboa, em 2012, o exame "tem algumas falhas, mas é um processo mais justo do que os demais, com mais transparência."

"Nas universidades federais, é uma dor de cabeça juntar toda a documentação necessária e uma odisseia que sai extremamente mais cara no final", diz. "A prova do Revalida é acessível desde que a pessoa tenha se preparado e estudado intensivamente."

Ela concorda que o formato das provas atrapalha. "A prova prática é realizada durante dois dias, por ordem alfabética de candidatos. No meu caso, tive de esperar cerca de cinco horas até chegar a minha vez. Há melhorias ainda por fazer."

Fonte: UOL