PORTUGAL
Portugal é o 10.º país da UE com o rácio mais baixo de enfermeiros por cada 1000 habitantes, diz a OCDE. Impacto da crise no acesso à saúde também foi analisado na mais recente avaliação da organização.
Portugal é o terceiro país da União Europeia com mais clínicos, com um rácio de 4,4 por cada 1000 habitantes – quando a média dos 28 Estados-membros é de 3,5. Os dados constam do relatório Health at a Glance: Europe 2016, apresentado nesta quarta-feira em Bruxelas pelo secretário-geral da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), Angel Gurría, e pelo comissário europeu da Saúde e Segurança Alimentar, Vytenis Andriukaitis.
O valor mais elevado é encontrado na Grécia (6,3 clínicos por cada 1000 habitantes) e Áustria (5,1). No caso dos enfermeiros a tendência é exactamente a inversa. A média europeia é de 8,4 profissionais de enfermagem por cada 1000 habitantes. No pódio está a Dinamarca, com 16,6 enfermeiros, seguida pela Finlândia (14,1) e pela Alemanha (13,1). Portugal é o 10.º país com o rácio mais baixo, de apenas 6,1 enfermeiros – apesar de ter melhorado este valor nos últimos anos. O pior valor é encontrado na Grécia, com 3,2.
Esta desproporção acaba por ter implicação num outro indicador valorizado pela OCDE: o rácio enfermeiros/médicos, com o país a ter apenas 1,4 enfermeiros para cada médico – o terceiro pior valor. A Finlândia, por exemplo, tem um rácio de 4,7. O relatório alerta que estas diferenças têm implicações na forma como as tarefas são distribuídas nos centros de saúde e hospitais, acabando os clínicos a fazer tarefas para as quais os enfermeiros são mais indicados.
Além disso, a realidade portuguesa ainda pode demorar a ser revertida, já que nos últimos anos têm sido formados cada vez mais médicos. Em 2000 eram formados apenas 600 clínicos e em 2014 saíram 1500 das universidades.
Este tema tem, aliás, suscitado nos últimos meses várias posições públicas dos sindicatos, da Ordem dos Médicos e da Associação Nacional de Estudantes de Medicina, que têm alertado para o facto de, com tantos estudantes, não ser possível todos os médicos entrarem numa especialidade – o que cria aquilo a que se tem chamado uma “geração de indiferenciados”.
Impacto da crise
A OCDE diz ainda que “Portugal, Croácia, Chipre e Itália experienciaram um crescimento negativo” na despesa em saúde per capita, atribuindo essa quebra à crise – em especial entre os anos 2010 e 2013. Esta redução no orçamento acabou por ter impacto noutros indicadores: em Portugal, a percentagem de pessoas que reportaram não ter acesso a alguns cuidados de saúde por razões financeiras triplicou nos últimos anos.
Os valores são especialmente preocupantes nas camadas da população com rendimentos mais baixos. Em 2002 apenas 2,2% destas pessoas diziam não ter dinheiro para todos os cuidados de saúde e, em 2014, o valor subiu para 6,3%. A média dos 28 Estados-membros da União Europeia ficou em 3,6%. Os valores mais elevados, acima dos 10%, foram encontrados em países como Grécia, Estónia e Letónia. Do lado oposto está o Luxemburgo, Holanda e Espanha, com menos de 1% das pessoas a não conseguirem pagar os cuidados de que necessitam.
Fonte: PUBLICO.pt
Espaço para informação sobre temas relacionados ao direito médico, odontológico, da saúde e bioética.
- MARCOS COLTRI
- Advogado. Especialista em Direito Médico e Odontológico. Especialista em Direito da Medicina (Coimbra). Mestre em Odontologia Legal. Coordenador da Pós-graduação em Direito Médico e Hospitalar - Escola Paulista de Direito (EPD). Coordenador ajunto do Mestrado em Direito Médico e Odontológico da São Leopoldo Mandic. Preceptor nos programas de Residência Jurídica em Direito Médico e Odontológico (Responsabilidade civil, Processo ético médico/odontológico e Perícia Cível) - ABRADIMED (Academia Brasileira de Direito Médico). Membro do Comitê de Bioética do HCor. Docente convidado da Especialização em Direito da Medicina do Centro de Direito Biomédico - Universidade de Coimbra. Ex-Presidente das Comissões de Direito Médico e de Direito Odontológico da OAB-Santana/SP. Docente convidado em cursos de Especialização em Odontologia Legal. Docente convidado no curso de Perícias e Assessorias Técnicas em Odontologia (FUNDECTO). Docente convidado de cursos de Gestão da Qualidade em Serviços de Saúde. Especialista em Seguro de Responsabilidade Civil Profissional. Diretor da ABRADIMED. Autor da obra: COMENTÁRIOS AO CÓDIGO DE ÉTICA MÉDICA.
quarta-feira, 23 de novembro de 2016
Remédio que causa doping deverá trazer aviso, diz lei aprovada na Câmara
Laboratórios farmacêuticos, de suplementos alimentares ou de substâncias veterinárias deverão colocar um aviso na embalagem de todo produto que possa causa doping, diz projeto de lei aprovado nesta quarta-feira (23) pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. De acordo com o texto, os remédios e produtos que podem causar doping tem de trazer na embalagem o nome da substância proibida pela Wada (agência mundial antidoping) que faz parte da fórmula em questão, abaixo da advertência.
O aviso obrigatório será "Contém substância considerada doping no esporte", seguido do nome da substância. A proposta foi apresentada em 2007 pelo deputado e ex-boleiro Deley (PTB-RJ).
De acordo com ele, o objetivo é que atletas não incorram no doping sem querer, ao tomar um medicamento que contenha substâncias proibidas sem sabê-lo, e descubram em meio a testes de competições oficiais.
A proposta foi aprovada de forma conclusiva na comissão da Câmara. Para entrar em vigor, o projeto de lei deve ser aprovado no Senado e depois sancionado pela Presidência da República.
Fonte: UOL
O aviso obrigatório será "Contém substância considerada doping no esporte", seguido do nome da substância. A proposta foi apresentada em 2007 pelo deputado e ex-boleiro Deley (PTB-RJ).
De acordo com ele, o objetivo é que atletas não incorram no doping sem querer, ao tomar um medicamento que contenha substâncias proibidas sem sabê-lo, e descubram em meio a testes de competições oficiais.
A proposta foi aprovada de forma conclusiva na comissão da Câmara. Para entrar em vigor, o projeto de lei deve ser aprovado no Senado e depois sancionado pela Presidência da República.
Fonte: UOL
terça-feira, 22 de novembro de 2016
Médico condenado por matar mulher é preso em Fernandópolis
Defesa tinha recorrido e réu estava em liberdade após condenação.
Luiz Henrique Semeghini se entregou após nova decisão da Justiça.
O médico Luiz Henrique Semeghini se entregou na tarde desta terça-feira (22) na delegacia de Fernandópolis (SP) depois de uma decisão da Justiça de mandar prendê-lo. Semeghini é réu confesso e foi condenado pelo assassinato da esposa, Simone Maldonado, em 2000. A defesa dele havia recorrido e Semeghini estava em liberdade.
A decisão da Justiça foi divulgada nesta terça-feira e foi enviada para a Polícia Civil de Fernandópolis (SP). Mas o médico acabou se entregando na delegacia. O médico deverá ser transferido para a cadeia de Santa Fé do Sul (SP).
Em outubro de 2015, um júri popular condenou o médico a pena de 16 anos e quatro meses de prisão. A decisão saiu depois de mais de 16 horas de julgamento. Apesar da sentença, Semeghini continuou em liberdade. O júri condenou o médico por homicídio qualificado, sem chance de defesa da vítima, mas o advogado de defesa recorreu da decisão. Agora a Justiça manteve a prisão do médico.
A Justiça de São Paulo julgou o recurso e expediu nova decisão. Mas na decisão, reduziu a pena para 12 anos de prisão em regime fechado e pediu a prisão imediata de Semeghini.
O caso
O médico é acusado de matar a mulher com sete tiros. O processo tem 12 volumes. O médico chegou a ser julgado e condenado em 2008, mas a sentença foi anulada pelo Tribunal de Justiça, por causa de um erro no texto da condenação.
Durante o processo, a defesa do médico chegou a pedir o afastamento do juiz do caso. O advogado de Semeghini entrou com dois recursos por causa de duas entrevistas concedidas pelo juiz, uma delas para a TV TEM. Os pedidos foram protocolados no Fórum de Fernandópolis. Na época, a defesa do médico alega que o juiz Vinícius Bufulin, responsável pelo processo, não foi imparcial.
Fonte: Globo.com
Luiz Henrique Semeghini se entregou após nova decisão da Justiça.
O médico Luiz Henrique Semeghini se entregou na tarde desta terça-feira (22) na delegacia de Fernandópolis (SP) depois de uma decisão da Justiça de mandar prendê-lo. Semeghini é réu confesso e foi condenado pelo assassinato da esposa, Simone Maldonado, em 2000. A defesa dele havia recorrido e Semeghini estava em liberdade.
A decisão da Justiça foi divulgada nesta terça-feira e foi enviada para a Polícia Civil de Fernandópolis (SP). Mas o médico acabou se entregando na delegacia. O médico deverá ser transferido para a cadeia de Santa Fé do Sul (SP).
Em outubro de 2015, um júri popular condenou o médico a pena de 16 anos e quatro meses de prisão. A decisão saiu depois de mais de 16 horas de julgamento. Apesar da sentença, Semeghini continuou em liberdade. O júri condenou o médico por homicídio qualificado, sem chance de defesa da vítima, mas o advogado de defesa recorreu da decisão. Agora a Justiça manteve a prisão do médico.
A Justiça de São Paulo julgou o recurso e expediu nova decisão. Mas na decisão, reduziu a pena para 12 anos de prisão em regime fechado e pediu a prisão imediata de Semeghini.
O caso
O médico é acusado de matar a mulher com sete tiros. O processo tem 12 volumes. O médico chegou a ser julgado e condenado em 2008, mas a sentença foi anulada pelo Tribunal de Justiça, por causa de um erro no texto da condenação.
Durante o processo, a defesa do médico chegou a pedir o afastamento do juiz do caso. O advogado de Semeghini entrou com dois recursos por causa de duas entrevistas concedidas pelo juiz, uma delas para a TV TEM. Os pedidos foram protocolados no Fórum de Fernandópolis. Na época, a defesa do médico alega que o juiz Vinícius Bufulin, responsável pelo processo, não foi imparcial.
Fonte: Globo.com
Idoso achado morto dentro de poste não conseguiu tratamento, diz filha
Médico revela que Dagoberto Filho, 68 anos, tinha transtorno bipolar.
Ele recebeu alta de clínica psiquiátrica, mas precisava de acompanhamento.
A filha do carpinteiro Dagoberto Rodrigues Filho, de 68 anos, que foi encontrado morto dentro de um poste em Goiânia, disse que não conseguiu tratamento para o idoso, que tinha transtorno bipolar. A auxiliar de contabilidade Adriane Rodrigues, de 36 anos, afirmou ao G1 que o pai foi internado duas vezes, mas depois de receber a última alta, em agosto deste ano, não recebeu o acompanhamento médico adequado.
Adriane acredita que o pai deveria ter ficado mais tempo internado. O diretor da Pax Clínica Psiquiátrica, local onde o idoso fez o tratamento, contou que o paciente apresentava um bom quadro clínico quando teve alta. O médico psiquiatra Salomão Rodrigues Filho disse ao G1 que o carpinteiro recebeu o atendimento necessário, saiu medicado, mas que precisava de um acompanhamento ambulatorial constante.
A primeira internação dele na clínica ocorreu de março a abril de 2012. Este ano, ele voltou a ser internado, no dia 27 de julho, e teve alta no dia 19 de agosto.
A filha lembra que, depois da alta, procurou atendimento para o pai na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Brasicon, em Aparecida de Goiânia, tentando continuar o acompanhamento, mas não conseguiu.
“Ele não estava estabilizado para receber alta. Quando ele fazia o tratamento adequado, ele ficava mais calmo. Desta vez, ele estava super agitado, não conseguia ficar quieto. Eu fui ao médico, tentei uma guia para internação, mas negaram dizendo que ele estava bem. Disseram que se passassem remédio injetável ele ia ficar prostrado. Eu preferia ele prostrado em casa do que morrer assim na rua”, desabafou a filha.
O carpinteiro foi achado morto no último domingo (20), no canteiro central da Avenida Viena, no Jardim Europa, região sudoeste de Goiânia. O poste seria usado na expansão da rede de alta tensão, e estava deitado no canteiro central da via com uma abertura na parte de baixo. Como estava em avançado estado de decomposição, o corpo foi identificado por meio de análise de digital. O enterro aconteceu nesta manhã no Cemitério Vale da Paz, em Goiânia.
Em nota enviada ao G1 , a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Aparecida de Goiânia informou que "a Política Nacional de Saúde Mental, preconizada pelo Ministério da Saúde, e realizada pela Rede de Saúde Mental de Aparecida, não trabalha com internação compulsória, nem com internação por períodos prolongados. Os Centros de Atenção Psicossocial [CAPs] de Aparecida realizam acompanhamento regular de pacientes fazendo um trabalho social com a família, mas sempre respeitando a vontade de cada paciente".
Ainda segundo a nota, "os prontuários de Dagoberto Rodrigues, arquivados pela Coordenação de Saúde Mental de Aparecida de Goiânia, dizem o paciente fazia acompanhamento psiquiátrico e terapêutico desde 31/10/2015 no CAPs Bem Me Quer, que fica na região Central do município. Ele também fazia acompanhamento psiquiátrico ambulatorial [consultas] às segundas-feiras na mesma unidade e tinha acesso à medicação necessária. Entretanto, sempre chegava na unidade com higiene pessoal comprometida e indícios de não acompanhamento da medicação".
A SMS dissem ainda, que "dia 17/10/2016 o paciente foi colocado no acolhimento noturno porque chegou na unidade desorientado, sem saber onde estava e também com a higiene pessoal prejudicada. Ele dormiu na unidade por cinco dias. Durante esse período, a equipe do CAPS tentou, sem sucesso, vários contatos por telefone com a família, que só foi ver o paciente no 3° dia".
A secretaria esclareceu que, no "dia 21/10/2016 foi a última avaliação do paciente na unidade. Após esse dia, a equipe do Caps entrou em contato com a família para saber do paciente e informou que qualquer ocorrência poderiam levá-lo no CAPS, que é 24 horas. Contudo, o paciente não retornou mais à unidade. A família não comunicou o desaparecimento do paciente à equipe do CAPs, nem ligou na unidade para saber se, por ventura, o paciente pudesse ter comparecido lá durante o período em que ficou sumido".
Por fim, a SMS destacou que a "família e o paciente receberam todo suporte da Rede de Saúde Mental do município, que além dos CAPs, tem também à disposição o Pronto Socorro Psiquiátrico da Unidade de Pronto Atendimento [UPA 24 horas] do Setor Brasicon, na região Central".
Transtornos
Segundo o médico psiquiatra, Dagoberto sofria de uma doença denominada Transtorno Bipolar de Humor e tinha um quadro de demência começando a se desenvolver quando foi atendido pela última vez na clínica. Salomão afirma que após receber alta, o paciente recebeu encaminhamento para um neurologista e estava com prescrição médica adequada.
“Ele chegou grave pra gente aqui na clínica. Estava agitado, falando muito, com estado típico de euforia. Mas foi medicado, fez o tratamento, em 2012, por mais de um mês e, pela última vez, este ano, por 22 dias. Ele saiu muito bem da clínica, inclusive segundo consta no relato ele disse ‘Este remédio foi muito bom pra mim’. No entanto, segundo um próprio acompanhante dele disse quando ele foi internado, o paciente fazia o uso irregular do remédio, o que agravava estas crises dele”, afirmou o médico ao G1.
Durante o enterro, a filha disse que há 17 anos Dagoberto começou a apresentar problemas mentais. Ela afirma que mesmo assim o idoso tinha o hábito de sair de casa, mas que sempre voltava, pois andava sempre com o número do telefone da família anotado e pedia para alguém ligar para buscá-lo.
“Ele começou a desestabilizar mentalmente com uma depressão, logo depois já passou para uma demência, um transtorno psicológico. Ele fazia acompanhamento, participava de um projeto social em que ele tocava gaita, instrumentos musicais, ele era muito feliz até este projeto encerrar por falta de recursos”, disse.
Desaparecimento
A auxiliar de contabilidade conta que o pai morava com ela, a mulher e o neto no Setor Aeroporto Sul, em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital. Segundo ela, Dagoberto costumava passar vários dias fora de casa. “Às vezes, ele saía e ficava até cinco dias sumido, mas sempre voltava ou dava um jeito de ligar para a gente buscar", disse ao G1.
No último dia 7 de novembro, Dagoberto voltou a sumir, mas, diferente das outras vezes, não entrou em contato. A família começou a procurar e ir a clínicas e hospitais, mas não conseguiu nenhuma informação sobre ele.
Adriane resolveu pedir ajuda nas redes sociais. A família havia morado por 26 anos no Jardim Europa, bairro onde o corpo foi encontrado. Uma antiga vizinha viu as fotos na web e ligou para auxiliá-la informando do corpo achado dentro do poste.
Naquele momento, a filha se lembrou de algo que o pai uma vez lhe disse. "Das vezes em que ele saía, eu perguntava onde ele dormia, que não precisava daquilo. E uma vez ele confessou que já tinha dormindo dentro daquele mesmo poste. Na hora, me deu aquele estalo", revela.
Adriane então esteve no local e acompanhou parte do trabalho feito pelos bombeiros, que tiveram de serrar o poste. Na segunda-feira de manhã, ela esteve no IML com toda documentação do pai, mas, ainda assim, não foi possível a identificação. A Polícia Civil só confirmou a identidade durante a tarde, após análise de digitais.
Investigação
A família do carpinteiro acredita que Dagoberto possa ter morrido de causas naturais, mas não descarta a hipótese de ele ter sido vítima de um homicídio. Por isso, pede a investigação do caso.
“A polícia tem de averiguar para sabermos o que realmente aconteceu. O que me deixou em alerta foi um sinal de queimado no começo do poste. Pode ter sido que alguém colocou fogo e, apurado, meu pai correu para a parte mais fina e ficou engastalhado. Mas também ele pode ter passado mal lá dentro porque é muito abafado”, disse Adriane Rodrigues.
De acordo com a Polícia Civil, o delegado que foi ao local onde Dagoberto foi encontrado, Francisco Costa Júnior, já tomou as providências iniciais. A partir desta terça-feira, a Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios deve dar continuidade na apuração do caso com o delegado Dannilo Proto. A corporação ainda não sabe dizer como o idoso entrou no poste.
Em relação ao exame de necropsia, ele foi concluído pelo Insituto Médico Legal (IML). No entanto, segundo o órgão, o laudo não aponta a causa da morte de Dagoberto. O supervisor administrativo do órgão, Daniel de Carvalho, disse ao G1 que o fato do corpo ter ficado dentro de uma estrutura metálica pode ter avançado o estado de decomposição, impossibilitando constatar, por exemplo, se foi perfurado.
Dias antes do corpo ser encontrado, moradores da região já tinham acionado os bombeiros diante do cheiro forte nas imediações onde a estrutura estava. Geralda Aparecida da Silva, dona de uma pamonharia que fica em frente ao local, conta que os fregueses do restaurante já estavam reclamando do odor. "Muito ruim. Um cheiro muito forte que incomodava bastante", disse.
Rede de alta tensão
O poste onde o corpo foi encontrado é um dos que estão deitados nos canteiros centrais de várias vias da região sudoeste de Goiânia. Eles foram deixados no local há quase 3 anos para serem instalados nas obras de expansão de uma rede elétrica de alta tensão, pela Companhia Energética de Goiás (Celg).
A estatal federal Eletrobras suspendeu a obra há 2 anos, depois que um relatório do Banco Internacional de Desenvolvimento (BID) apontou várias falhas no projeto de implantação da rede. Agora, os moradores do bairro lutam para que as estruturas sejam retiradas.
A Celg informou que ainda não tirou os postes do local porque espera a obtenção do alvará de construção e renovação da licença ambiental da Prefeitura de Goiânia para, então, continuar as obras de implantação da linha de alta tensão. De acordo com a companhia, o sistema é “imprescindível” para a melhoria do sistema e atendimento aos próprios moradores.
Fonte: Globo.com
Ele recebeu alta de clínica psiquiátrica, mas precisava de acompanhamento.
A filha do carpinteiro Dagoberto Rodrigues Filho, de 68 anos, que foi encontrado morto dentro de um poste em Goiânia, disse que não conseguiu tratamento para o idoso, que tinha transtorno bipolar. A auxiliar de contabilidade Adriane Rodrigues, de 36 anos, afirmou ao G1 que o pai foi internado duas vezes, mas depois de receber a última alta, em agosto deste ano, não recebeu o acompanhamento médico adequado.
Adriane acredita que o pai deveria ter ficado mais tempo internado. O diretor da Pax Clínica Psiquiátrica, local onde o idoso fez o tratamento, contou que o paciente apresentava um bom quadro clínico quando teve alta. O médico psiquiatra Salomão Rodrigues Filho disse ao G1 que o carpinteiro recebeu o atendimento necessário, saiu medicado, mas que precisava de um acompanhamento ambulatorial constante.
A primeira internação dele na clínica ocorreu de março a abril de 2012. Este ano, ele voltou a ser internado, no dia 27 de julho, e teve alta no dia 19 de agosto.
A filha lembra que, depois da alta, procurou atendimento para o pai na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Brasicon, em Aparecida de Goiânia, tentando continuar o acompanhamento, mas não conseguiu.
“Ele não estava estabilizado para receber alta. Quando ele fazia o tratamento adequado, ele ficava mais calmo. Desta vez, ele estava super agitado, não conseguia ficar quieto. Eu fui ao médico, tentei uma guia para internação, mas negaram dizendo que ele estava bem. Disseram que se passassem remédio injetável ele ia ficar prostrado. Eu preferia ele prostrado em casa do que morrer assim na rua”, desabafou a filha.
O carpinteiro foi achado morto no último domingo (20), no canteiro central da Avenida Viena, no Jardim Europa, região sudoeste de Goiânia. O poste seria usado na expansão da rede de alta tensão, e estava deitado no canteiro central da via com uma abertura na parte de baixo. Como estava em avançado estado de decomposição, o corpo foi identificado por meio de análise de digital. O enterro aconteceu nesta manhã no Cemitério Vale da Paz, em Goiânia.
Em nota enviada ao G1 , a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Aparecida de Goiânia informou que "a Política Nacional de Saúde Mental, preconizada pelo Ministério da Saúde, e realizada pela Rede de Saúde Mental de Aparecida, não trabalha com internação compulsória, nem com internação por períodos prolongados. Os Centros de Atenção Psicossocial [CAPs] de Aparecida realizam acompanhamento regular de pacientes fazendo um trabalho social com a família, mas sempre respeitando a vontade de cada paciente".
Ainda segundo a nota, "os prontuários de Dagoberto Rodrigues, arquivados pela Coordenação de Saúde Mental de Aparecida de Goiânia, dizem o paciente fazia acompanhamento psiquiátrico e terapêutico desde 31/10/2015 no CAPs Bem Me Quer, que fica na região Central do município. Ele também fazia acompanhamento psiquiátrico ambulatorial [consultas] às segundas-feiras na mesma unidade e tinha acesso à medicação necessária. Entretanto, sempre chegava na unidade com higiene pessoal comprometida e indícios de não acompanhamento da medicação".
A SMS dissem ainda, que "dia 17/10/2016 o paciente foi colocado no acolhimento noturno porque chegou na unidade desorientado, sem saber onde estava e também com a higiene pessoal prejudicada. Ele dormiu na unidade por cinco dias. Durante esse período, a equipe do CAPS tentou, sem sucesso, vários contatos por telefone com a família, que só foi ver o paciente no 3° dia".
A secretaria esclareceu que, no "dia 21/10/2016 foi a última avaliação do paciente na unidade. Após esse dia, a equipe do Caps entrou em contato com a família para saber do paciente e informou que qualquer ocorrência poderiam levá-lo no CAPS, que é 24 horas. Contudo, o paciente não retornou mais à unidade. A família não comunicou o desaparecimento do paciente à equipe do CAPs, nem ligou na unidade para saber se, por ventura, o paciente pudesse ter comparecido lá durante o período em que ficou sumido".
Por fim, a SMS destacou que a "família e o paciente receberam todo suporte da Rede de Saúde Mental do município, que além dos CAPs, tem também à disposição o Pronto Socorro Psiquiátrico da Unidade de Pronto Atendimento [UPA 24 horas] do Setor Brasicon, na região Central".
Transtornos
Segundo o médico psiquiatra, Dagoberto sofria de uma doença denominada Transtorno Bipolar de Humor e tinha um quadro de demência começando a se desenvolver quando foi atendido pela última vez na clínica. Salomão afirma que após receber alta, o paciente recebeu encaminhamento para um neurologista e estava com prescrição médica adequada.
“Ele chegou grave pra gente aqui na clínica. Estava agitado, falando muito, com estado típico de euforia. Mas foi medicado, fez o tratamento, em 2012, por mais de um mês e, pela última vez, este ano, por 22 dias. Ele saiu muito bem da clínica, inclusive segundo consta no relato ele disse ‘Este remédio foi muito bom pra mim’. No entanto, segundo um próprio acompanhante dele disse quando ele foi internado, o paciente fazia o uso irregular do remédio, o que agravava estas crises dele”, afirmou o médico ao G1.
Durante o enterro, a filha disse que há 17 anos Dagoberto começou a apresentar problemas mentais. Ela afirma que mesmo assim o idoso tinha o hábito de sair de casa, mas que sempre voltava, pois andava sempre com o número do telefone da família anotado e pedia para alguém ligar para buscá-lo.
“Ele começou a desestabilizar mentalmente com uma depressão, logo depois já passou para uma demência, um transtorno psicológico. Ele fazia acompanhamento, participava de um projeto social em que ele tocava gaita, instrumentos musicais, ele era muito feliz até este projeto encerrar por falta de recursos”, disse.
Desaparecimento
A auxiliar de contabilidade conta que o pai morava com ela, a mulher e o neto no Setor Aeroporto Sul, em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital. Segundo ela, Dagoberto costumava passar vários dias fora de casa. “Às vezes, ele saía e ficava até cinco dias sumido, mas sempre voltava ou dava um jeito de ligar para a gente buscar", disse ao G1.
No último dia 7 de novembro, Dagoberto voltou a sumir, mas, diferente das outras vezes, não entrou em contato. A família começou a procurar e ir a clínicas e hospitais, mas não conseguiu nenhuma informação sobre ele.
Adriane resolveu pedir ajuda nas redes sociais. A família havia morado por 26 anos no Jardim Europa, bairro onde o corpo foi encontrado. Uma antiga vizinha viu as fotos na web e ligou para auxiliá-la informando do corpo achado dentro do poste.
Naquele momento, a filha se lembrou de algo que o pai uma vez lhe disse. "Das vezes em que ele saía, eu perguntava onde ele dormia, que não precisava daquilo. E uma vez ele confessou que já tinha dormindo dentro daquele mesmo poste. Na hora, me deu aquele estalo", revela.
Adriane então esteve no local e acompanhou parte do trabalho feito pelos bombeiros, que tiveram de serrar o poste. Na segunda-feira de manhã, ela esteve no IML com toda documentação do pai, mas, ainda assim, não foi possível a identificação. A Polícia Civil só confirmou a identidade durante a tarde, após análise de digitais.
Investigação
A família do carpinteiro acredita que Dagoberto possa ter morrido de causas naturais, mas não descarta a hipótese de ele ter sido vítima de um homicídio. Por isso, pede a investigação do caso.
“A polícia tem de averiguar para sabermos o que realmente aconteceu. O que me deixou em alerta foi um sinal de queimado no começo do poste. Pode ter sido que alguém colocou fogo e, apurado, meu pai correu para a parte mais fina e ficou engastalhado. Mas também ele pode ter passado mal lá dentro porque é muito abafado”, disse Adriane Rodrigues.
De acordo com a Polícia Civil, o delegado que foi ao local onde Dagoberto foi encontrado, Francisco Costa Júnior, já tomou as providências iniciais. A partir desta terça-feira, a Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios deve dar continuidade na apuração do caso com o delegado Dannilo Proto. A corporação ainda não sabe dizer como o idoso entrou no poste.
Em relação ao exame de necropsia, ele foi concluído pelo Insituto Médico Legal (IML). No entanto, segundo o órgão, o laudo não aponta a causa da morte de Dagoberto. O supervisor administrativo do órgão, Daniel de Carvalho, disse ao G1 que o fato do corpo ter ficado dentro de uma estrutura metálica pode ter avançado o estado de decomposição, impossibilitando constatar, por exemplo, se foi perfurado.
Dias antes do corpo ser encontrado, moradores da região já tinham acionado os bombeiros diante do cheiro forte nas imediações onde a estrutura estava. Geralda Aparecida da Silva, dona de uma pamonharia que fica em frente ao local, conta que os fregueses do restaurante já estavam reclamando do odor. "Muito ruim. Um cheiro muito forte que incomodava bastante", disse.
Rede de alta tensão
O poste onde o corpo foi encontrado é um dos que estão deitados nos canteiros centrais de várias vias da região sudoeste de Goiânia. Eles foram deixados no local há quase 3 anos para serem instalados nas obras de expansão de uma rede elétrica de alta tensão, pela Companhia Energética de Goiás (Celg).
A estatal federal Eletrobras suspendeu a obra há 2 anos, depois que um relatório do Banco Internacional de Desenvolvimento (BID) apontou várias falhas no projeto de implantação da rede. Agora, os moradores do bairro lutam para que as estruturas sejam retiradas.
A Celg informou que ainda não tirou os postes do local porque espera a obtenção do alvará de construção e renovação da licença ambiental da Prefeitura de Goiânia para, então, continuar as obras de implantação da linha de alta tensão. De acordo com a companhia, o sistema é “imprescindível” para a melhoria do sistema e atendimento aos próprios moradores.
Fonte: Globo.com
Operadora de plano de saúde e paciente resolvem conflito por meio de acordo
O Acordo, homologado pelo 2º Juizado Especial Cível da Comarca de Rio Branco, publicado na edição n° 5.765 do Diário da Justiça Eletrônico (DJE), da quinta-feira (17), e celebrando entre um consumidor, Dirceu Felix Moreira, e empresa operadora de plano de saúde, Unimed, solucionou conflito e garantiu ao demandante que ele fosse ressarcido pelo valor que gastou em exames, que deveriam ter sido cobertas pelo plano de saúde.
Ao homologar o Acordo extrajudicial, o juiz de Direito Luís Pinto explicou que o artigo 57 da Lei 9.099/95 estabelece que “o ‘acordo extrajudicial, de qualquer natureza ou valor, poderá ser homologado, no juízo competente, independentemente de termo, valendo a sentença como título executivo judicial’”.
Entenda o Caso
O demandante apresentou reclamação cível relatando que contratou os serviços de plano de saúde com abrangência nacional junto a empresa reclamada e quando precisou dos serviços não foi atendido. Segundo Dirceu, sua ex-esposa estava em Gioânia com sua filha em busca de tratamento para a menina, mas “teve os pedidos de consultas negados pela reclamada, tendo que arcar com as despesas de dois exames de ultrassonografia e uma consulta médica, que totalizou um gasto de R$390″.
Por isso, o consumidor entrou com processo pedindo o ressarcimento da quantia paga em dobro, totalizando R$ 780, e R$ 10 mil de indenização por danos morais, argumentando que contratou um serviço “e na hora que mais precisava e estando em outro Estado, não pode usufruir em virtude da reclamada negar a prestação do serviço”.
Acordo
Durante o tramite processual, a Cooperativa de Trabalho Médico Ltda. (Unimed) anexou documento informando que foi realizada composição amigável entre as partes, por meio de um Termo de Acordo Extrajudicial.
Conforme o documento, o consumidor se comprometeu a entregar para a empresa os recibos originais referentes à consulta médica, dos exames de ultrassonografia e os laudos dos exames realizados pela filha do reclamante, para comprovar a que a menina fez os exames. Já a Unimed se comprometeu que, mediante a entrega dos recibos e laudos, realizará o ressarcimento das despesas, especificando que pagará R$ 190,00 pelos exames de ultrassonografia e R$ 65 pela consulta médica.
Por isso, verificando que “os interessados são legítimos, o pedido juridicamente possível, e a forma é a adequada à pretensão dos requerentes”, o juiz de Direito Luís Pinto, que estava respondendo pela unidade judiciária, homologou o título para que ele surta os efeitos legais e declarou extinto o processo com resolução de mérito.
*Informações do TJAC
Fonte: SaúdeJur
Ao homologar o Acordo extrajudicial, o juiz de Direito Luís Pinto explicou que o artigo 57 da Lei 9.099/95 estabelece que “o ‘acordo extrajudicial, de qualquer natureza ou valor, poderá ser homologado, no juízo competente, independentemente de termo, valendo a sentença como título executivo judicial’”.
Entenda o Caso
O demandante apresentou reclamação cível relatando que contratou os serviços de plano de saúde com abrangência nacional junto a empresa reclamada e quando precisou dos serviços não foi atendido. Segundo Dirceu, sua ex-esposa estava em Gioânia com sua filha em busca de tratamento para a menina, mas “teve os pedidos de consultas negados pela reclamada, tendo que arcar com as despesas de dois exames de ultrassonografia e uma consulta médica, que totalizou um gasto de R$390″.
Por isso, o consumidor entrou com processo pedindo o ressarcimento da quantia paga em dobro, totalizando R$ 780, e R$ 10 mil de indenização por danos morais, argumentando que contratou um serviço “e na hora que mais precisava e estando em outro Estado, não pode usufruir em virtude da reclamada negar a prestação do serviço”.
Acordo
Durante o tramite processual, a Cooperativa de Trabalho Médico Ltda. (Unimed) anexou documento informando que foi realizada composição amigável entre as partes, por meio de um Termo de Acordo Extrajudicial.
Conforme o documento, o consumidor se comprometeu a entregar para a empresa os recibos originais referentes à consulta médica, dos exames de ultrassonografia e os laudos dos exames realizados pela filha do reclamante, para comprovar a que a menina fez os exames. Já a Unimed se comprometeu que, mediante a entrega dos recibos e laudos, realizará o ressarcimento das despesas, especificando que pagará R$ 190,00 pelos exames de ultrassonografia e R$ 65 pela consulta médica.
Por isso, verificando que “os interessados são legítimos, o pedido juridicamente possível, e a forma é a adequada à pretensão dos requerentes”, o juiz de Direito Luís Pinto, que estava respondendo pela unidade judiciária, homologou o título para que ele surta os efeitos legais e declarou extinto o processo com resolução de mérito.
*Informações do TJAC
Fonte: SaúdeJur
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