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Advogado com atuação exclusiva na área de direito médico e da saúde. Especialista em Responsabilidade Civil na Área da Saúde pela FGV-SP. Pós-graduado em Direito Médico e da Saúde. Coordenador do curso de Pós-graduação em Direito Médico da Escola Paulista de Direito (EPD). Presidente da Comissão de Direito Odontológico e da Saúde da OAB-Santana/SP. Docente convidado dos cursos de Especialização em Odontologia Legal da FORP-USP (Ribeirão Preto/SP), da ABO-GO (Goiânia), da ABO-RS (Porto Alegre) e da FO-USP (São Paulo/SP). Docente convidado da FUNDECTO no curso de Perícias e Assessorias Técnicas em Odontologia. Docente convidado do curso de Bioética e Biodireito do HCor. Docente convidado de cursos de Gestão da Qualidade em Serviços de Saúde (Einstein, Inspirar e UNISA). Especialista em Seguro de Responsabilidade Civil Profissional para Médico, Cirurgião-dentista, Hospital e Laboratório. Autor da obra: "COMENTÁRIOS AO CÓDIGO DE ÉTICA MÉDICA - Resolução CFM nº 1.931/2009". Mestrando em Odontologia Legal e Deontologia pela UNICAMP (FOP).

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Metade dos pacientes esperando exames ficarão de fora do Corujão da Saúde

Pacientes que aguardam exames médicos há mais de seis meses ficarão de fora do chamado para o Corujão da Saúde, bandeira de campanha do prefeito João Doria (PSDB) que consiste em mutirões de procedimentos de diagnóstico em hospitais particulares fora do horário de atendimento comum. Essas pessoas, que somam metade das 550 mil à espera de exames, terão de passar por nova consulta médica para verificar se o procedimento ainda é necessário ou se o quadro clínico se alterou.

Já as pessoas que esperam por exames há um período entre 30 dias e seis meses começam a ser convocadas a partir do dia 10, segundo Doria. "A meta é zerar a fila em 90 dias", afirmou o prefeito.

"Mais da metade das pessoas na fila esperam por exame há mais de seis meses. Na rede privada, um exame tem validade de 30 dias", afirmou o secretário municipal de Saúde, Wilson Pollara. "A doença não é estática, ela muda. A pessoa vai para a consulta para ver se o exame ainda é necessário. A pessoa também pode ter piorado e já feito o exame em um pronto-socorro ou hospital", disse o secretário.


Pollara, entretanto, minimizou a necessidade de ajuda privada para controlar a fila. "O que temos hoje são os hospitais filantrópicos que já têm convênio com o SUS (Sistema Único de Saúde)", disse o secretário, ao afirmar que seriam 25 unidades médicas. Só elas já seriam suficientes para dar conta da fila em 90 dias, sem a necessidade de estender os atendimentos durante a madrugada.

"Não vamos ter aquele paciente das 2 horas, das 3 horas, com dificuldade de transporte. Os hospitais vão funcionar o dia inteiro." Mesmo assim, hoje teria início um "chamamento universal" para outras unidades privadas, que "estariam muito interessadas" em participar, segundo o secretário. Os pagamentos dos exames são em valores da tabela do SUS. Pollara disse que a "fila é de 550 mil exames". "Para vocês terem ideia, a Prefeitura faz 43 milhões de exames por ano", afirmou, ao reforçar que a fila teria esse tamanho só por uma questão de gestão.

Pollara não deu detalhes sobre como os pacientes que passarão por nova consulta serão chamados. Disse que cada unidade da cidade teria o contato das pessoas na fila e as chamaria diretamente. "A própria unidade que solicitou o exame vai receber a informação e vai solicitar uma nova consulta ao paciente."

Fonte: UOL/Estadão