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Advogado com atuação exclusiva na área de direito médico e da saúde. Especialista em Responsabilidade Civil na Área da Saúde pela FGV-SP. Pós-graduado em Direito Médico e da Saúde. Coordenador do curso de Pós-graduação em Direito Médico da Escola Paulista de Direito (EPD). Presidente da Comissão de Direito Odontológico e da Saúde da OAB-Santana/SP. Docente convidado dos cursos de Especialização em Odontologia Legal da FORP-USP (Ribeirão Preto/SP), da ABO-GO (Goiânia), da ABO-RS (Porto Alegre) e da FO-USP (São Paulo/SP). Docente convidado da FUNDECTO no curso de Perícias e Assessorias Técnicas em Odontologia. Docente convidado do curso de Bioética e Biodireito do HCor. Docente convidado de cursos de Gestão da Qualidade em Serviços de Saúde (Einstein, Inspirar e UNISA). Especialista em Seguro de Responsabilidade Civil Profissional para Médico, Cirurgião-dentista, Hospital e Laboratório. Autor da obra: "COMENTÁRIOS AO CÓDIGO DE ÉTICA MÉDICA - Resolução CFM nº 1.931/2009". Mestrando em Odontologia Legal e Deontologia pela UNICAMP (FOP).

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Estudo surpreendente: implantar um único embrião aumenta chance de gravidez

Implantar dois embriões pode diminuir em 27% as chances da fertilização dar certo, caso uma das células não seja tão saudável, diz um novo estudo apresentado na conferência anual da Sociedade Britânica de Fertilidade.

Feito pela clínica Nurture Fertility, de Nottingham, o levantamento levou em conta 1.500 embriões implantados em mulheres de diferentes idades. Os especialistas perceberam que o corpo tende a se concentrar no embrião pouco saudável e rejeitar uma possível gravidez, ignorando a célula saudável, que poderia gerar uma gestação bem-sucedida.

A implantação de dois embriões igualmente bons ou ruins também não garante resultados. Assim, segundo Nick Raine-Fenning, diretor da ala médica e líder de pesquisa da clínica Nurture Fertility, o processo obteria mais sucesso se fosse implantada uma célula por vez, durante a fertilização in vitro, mesmo no caso de mulheres mais velhas.

"O segundo embrião pode ser congelado para uma nova tentativa", disse o especialista em entrevista ao jornal "The Guardian". "Essa pesquisa mostra a importância da qualidade em vez da quantidade de embriões".

Além de tornar mais certeira a fertilização in vitro, Raine-Fenning acredita que a nova técnica vai impedir o nascimento de bebês múltiplos, o que é bastante comum nos casos de gestações feita através do processo, sem diminuir a porcentagem de sucesso das clínicas.

O órgão regulador HFEA (a sigla em inglês para Autoridade de Fertilização Humano e Embriologia) está concentrado em fazer uma campanha para persuadir mulheres a implantarem apenas um embrião por vez. Ela mostra os riscos dos nascimentos múltiplos, apontando que gêmeos têm seis vezes mais chances de nascerem prematuros.

Fonte: UOL