Há julgamento extra petita quando se aprecia pedido ou causa de pedir distintos daqueles manifestados pelo autor da ação na petição inicial, ou quando é dado provimento judicial a algo que não foi objeto de súplica ou sobre base na qual não se assenta o pedido, sendo tal julgamento passível de nulidade. A conclusão é da Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ao dar provimento a recurso especial e anular a condenação de um médico por danos morais e materiais.
A cirurgia foi realizada em paciente com diagnóstico de hidrocefalia. Ele foi submetido à intervenção cirúrgica para a colocação, no crânio, de uma válvula de derivação ventrículo peritoneal (DVP). Na ação por danos morais e materiais, a esposa do paciente alegou que o seu estado de saúde piorou, inclusive com a aceleração do estado degenerativo da doença de Alzheimer.
Com a piora, afirmou a defesa, o paciente foi internado em unidade psiquiátrica, com quadro irreversível de perda da linguagem falada e descontrole das funções fisiológicas. Posteriormente, com a perda do convívio socioafetivo, foi internado em clínica geriátrica. Em primeira instância, o médico foi absolvido, pois não foi constatada imprudência, imperícia ou negligência do médico. Segundo o juiz, não houve nexo causal entre a intervenção cirúrgica e a piora no estado do paciente.
A defesa do paciente apelou, insistindo na culpa do médico. Segundo afirmou, a família não foi informada de que a esposa não fora devidamente comunicada pelo médico dos riscos que seu marido corria ao se submeter à cirurgia; sendo assim, incorreria na culpa o profissional de saúde ante o não cumprimento de seu dever de informação.
Após examinar o caso, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul deu parcial provimento à apelação, condenando o médico ao pagamento de danos morais e materiais. “É dever do médico informar ao paciente ou a familiar desse, previamente, acerca dos riscos do procedimento eleito, para que dimensione devidamente sua realização, ou não, para que a vontade externada não esteja maculada por vício de compreensão”, considerou o desembargador.
No recurso especial para o STJ, a defesa do médico alegou, entre outras coisas, ilegalidade na condenação. Para o advogado, houve contradição na decisão, uma vez que o magistrado a quo reconheceu a inexistência de imperícia, imprudência ou negligência do médico, o qual, mesmo assim, acabou condenado.
Ainda segundo a defesa, "o médico não é responsável pelo resultado, mas sim pelos meios", além do que, no presente caso, não foi identificada culpa médica. Afirmou também ofensa aos artigos 128; 264, caput; 282, inciso III; e 460 do Código de Processo Civil, por ter sido alterada a causa de pedir. Para o advogado, a esposa do paciente teria inovado quando da apelação, ao alegar que não foi informada dos riscos que seu marido correria ao se submeter à cirurgia. “Sendo assim, a condenação teve como base fato não narrado na inicial”, acrescentou.
A Quarta Turma conheceu em parte do recurso especial e, nessa parte, deu-lhe provimento, reconhecendo o julgamento extra petita. “A tutela jurisdicional não pode ser prestada senão quando requerida e com base na causa invocada pela parte, tendo em vista que o julgador não pode extrapolar o pedido, tampouco a causa de pedir, pois ao estado-juiz é defeso interferir no patrimônio jurídico alheio e deliberar sobre questão que não lhe foi dada a resolver”, considerou o ministro João Otávio de Noronha, relator do caso, ao votar pelo provimento do recurso.
Ao restabelecer a sentença, o ministro afirmou ainda que é defeituoso o julgamento tanto quando o juiz concede prestação jurisdicional diferente da que lhe foi postulada, como quando defere a prestação requerida com base em fundamento não invocado pela parte. “A desatenção ao pedido ou à causa de pedir implica nulidade do julgado”, concluiu João Otávio de Noronha.
Fonte: STJ
Espaço para informação sobre temas relacionados ao direito médico, odontológico, da saúde e bioética.
- MARCOS COLTRI
- Advogado. Especialista em Direito Médico e Odontológico. Especialista em Direito da Medicina (Coimbra). Mestre em Odontologia Legal. Coordenador da Pós-graduação em Direito Médico e Hospitalar - Escola Paulista de Direito (EPD). Coordenador ajunto do Mestrado em Direito Médico e Odontológico da São Leopoldo Mandic. Preceptor nos programas de Residência Jurídica em Direito Médico e Odontológico (Responsabilidade civil, Processo ético médico/odontológico e Perícia Cível) - ABRADIMED (Academia Brasileira de Direito Médico). Membro do Comitê de Bioética do HCor. Docente convidado da Especialização em Direito da Medicina do Centro de Direito Biomédico - Universidade de Coimbra. Ex-Presidente das Comissões de Direito Médico e de Direito Odontológico da OAB-Santana/SP. Docente convidado em cursos de Especialização em Odontologia Legal. Docente convidado no curso de Perícias e Assessorias Técnicas em Odontologia (FUNDECTO). Docente convidado de cursos de Gestão da Qualidade em Serviços de Saúde. Especialista em Seguro de Responsabilidade Civil Profissional. Diretor da ABRADIMED. Autor da obra: COMENTÁRIOS AO CÓDIGO DE ÉTICA MÉDICA.
terça-feira, 25 de maio de 2010
Gargalo da Anvisa: o custo da inspeção
"Nosso universo é diferente do das farmacêuticas", afirma
O principal ônus da RDC 25 é a taxa cobrada para cada inspeção no valor de R$ 37,5 mil, e que deverá ser pago a cada dois anos. Para o executivo da Biosys Jorge Janoni essa quantia é significativamente alta e implicará até mesmo no cancelamento de contratos por falta de verba. "Não compensa solicitar a certificação de fornecedores que enviam um número pequeno de produtos para nós. Nosso universo é diferente do das farmacêuticas, trabalhamos com uma gama grande de produtos para atender ao mercado. Imagino que outras empresas deverão ter o mesmo problema, e talvez, num futuro próximo, o Brasil ficará sem alguns parâmetros, aí o laboratório vai ter que enviar exames para o exterior", analisa.
O valor cobrado pela agência para a emissão e manutenção do certificado independe do seu porte. Como o mercado de saúde tem um grande número de produtos com produção extremamente diluída em diversas fábricas espalhadas pelo mundo, o impacto financeiro irá motivar diversas empresas a rever seus portfólios e a tirar de linha produtos que não apresentem viabilidade financeira com este ônus adicional. Para o diretor da Latini & Associados, Roberto Latini, aqui reside a primeira inconsistência. "Se para as demais atividades realizadas pela Anvisa, os valores das taxas são estratificados de acordo com o porte das empresas, por que para a inspeção extra-zona é diferente? E qual a origem desse valor de R$ 37 mil? Por que não R$ 2 mil ou R$ 50 mil? A cifra, por si só, já é inexplicável. os valores das taxas para a realização dessas inspeções são abusivos e impedirão muitas empresas de dar continuidade aos seus negócios", avlia, Ao menos, até este momento, a Anvisa não efetuou nenhum pronunciamento visando explicar como conseguiu chegar no valor estipulado
O que o setor questiona é se a Anvia fez alguma análise de impacto regulatório Para chegar ao valor estipulado. "Ninguém sabe onde isso pode chegar. Se você faz a certificação hoje e amanhã sua fábrica muda de lugar aquela certificação não vale mais nada", ressalta Latini ao citar que, por outro lado, tem empresa que não quer mais registrar produtos no Brasil por conta do custo. "As normas Mercosul são harmonizadas e o Brasil pelo que me consta não consultou ninguém ainda."
Na visão do advogado, a Anvisa estaria criando um mercado com pesos e medidas muito diferentes dos demais sem ter maturidade para isso. De acordo com Latini, o setor regulado já se organiza para buscar seus direitos e a sua sobrevivência na proteção do sistema Judiciário, que dificilmente não acatará as reclamações das empresas"Aqueles que quiserem entrar numa boa briga, vão entrar com mandado de segurança. O meu ‘feeling" é o que os juízes vão acatar até porque existe um preceito legal da capacidade contributiva", explica.
Em busca de solucionar os impactos da RDC 25 no mercado, entidades do setor (CBDL, Abimed e Abraidi) entraram com pedido de adiamento da resolução junto à Anvisa para pelo menos um ano. Sem respostas, a crítica não é a inspeção em si, mas a forma como está sendo tocada.
Em evento realizado na Câmara Americana de Comércio (Amcham) o próprio presidente da Anvisa, Dirceu Raposo, se manifestou contra a inspeção ao assumir que a agência não tem recurso nem gente suficiente para trabalhar na RDC 25.
Procurada, a assessoria de imprensa da Anvisa afirmou que os diretores responsáveis pela regulação estavam viajando e não poderiam responder sobre o tema.
Fonte: Saúde Business Web
O principal ônus da RDC 25 é a taxa cobrada para cada inspeção no valor de R$ 37,5 mil, e que deverá ser pago a cada dois anos. Para o executivo da Biosys Jorge Janoni essa quantia é significativamente alta e implicará até mesmo no cancelamento de contratos por falta de verba. "Não compensa solicitar a certificação de fornecedores que enviam um número pequeno de produtos para nós. Nosso universo é diferente do das farmacêuticas, trabalhamos com uma gama grande de produtos para atender ao mercado. Imagino que outras empresas deverão ter o mesmo problema, e talvez, num futuro próximo, o Brasil ficará sem alguns parâmetros, aí o laboratório vai ter que enviar exames para o exterior", analisa.
O valor cobrado pela agência para a emissão e manutenção do certificado independe do seu porte. Como o mercado de saúde tem um grande número de produtos com produção extremamente diluída em diversas fábricas espalhadas pelo mundo, o impacto financeiro irá motivar diversas empresas a rever seus portfólios e a tirar de linha produtos que não apresentem viabilidade financeira com este ônus adicional. Para o diretor da Latini & Associados, Roberto Latini, aqui reside a primeira inconsistência. "Se para as demais atividades realizadas pela Anvisa, os valores das taxas são estratificados de acordo com o porte das empresas, por que para a inspeção extra-zona é diferente? E qual a origem desse valor de R$ 37 mil? Por que não R$ 2 mil ou R$ 50 mil? A cifra, por si só, já é inexplicável. os valores das taxas para a realização dessas inspeções são abusivos e impedirão muitas empresas de dar continuidade aos seus negócios", avlia, Ao menos, até este momento, a Anvisa não efetuou nenhum pronunciamento visando explicar como conseguiu chegar no valor estipulado
O que o setor questiona é se a Anvia fez alguma análise de impacto regulatório Para chegar ao valor estipulado. "Ninguém sabe onde isso pode chegar. Se você faz a certificação hoje e amanhã sua fábrica muda de lugar aquela certificação não vale mais nada", ressalta Latini ao citar que, por outro lado, tem empresa que não quer mais registrar produtos no Brasil por conta do custo. "As normas Mercosul são harmonizadas e o Brasil pelo que me consta não consultou ninguém ainda."
Na visão do advogado, a Anvisa estaria criando um mercado com pesos e medidas muito diferentes dos demais sem ter maturidade para isso. De acordo com Latini, o setor regulado já se organiza para buscar seus direitos e a sua sobrevivência na proteção do sistema Judiciário, que dificilmente não acatará as reclamações das empresas"Aqueles que quiserem entrar numa boa briga, vão entrar com mandado de segurança. O meu ‘feeling" é o que os juízes vão acatar até porque existe um preceito legal da capacidade contributiva", explica.
Em busca de solucionar os impactos da RDC 25 no mercado, entidades do setor (CBDL, Abimed e Abraidi) entraram com pedido de adiamento da resolução junto à Anvisa para pelo menos um ano. Sem respostas, a crítica não é a inspeção em si, mas a forma como está sendo tocada.
Em evento realizado na Câmara Americana de Comércio (Amcham) o próprio presidente da Anvisa, Dirceu Raposo, se manifestou contra a inspeção ao assumir que a agência não tem recurso nem gente suficiente para trabalhar na RDC 25.
Procurada, a assessoria de imprensa da Anvisa afirmou que os diretores responsáveis pela regulação estavam viajando e não poderiam responder sobre o tema.
Fonte: Saúde Business Web
Mesa cirúrgica quebra, recém-nascido cai no chão e morre na Bahia
Mãe sofreu lesões no púbis e na perna direita e segue no hospital.
Internada, ela não recebeu alta para sepultar o filho, em Porto Seguro.
O bebê João Henrique morreu instantes depois de nascer, neste domingo (23), no Hospital Luís Eduardo Magalhães, em Porto Seguro (BA). Segundo informações da diretoria médica do hospital, a mesa de cirurgia quebrou durante o parto, derrubando a mãe, Alcione Teixeira Santos, 28 anos, e o recém-nascido no chão. A criança foi sepultada nesta segunda-feira (24), no Cemitério de Pindorama, na cidade. Por não ter recebido alta, a mãe não foi ao enterro.
Segundo nota, o hospital informou que Alcione entrou em trabalho de parto às 6h e o nascimento de João Henrique ocorreu às 15h30, de parto normal. Ainda de acordo com o documento, por conta da queda, a mãe sofreu traumatismo na região do púbis e na perna direita e o recém-nascido morreu por conta do acidente.
A sobrinha de Alcione, Deiriane Rodrigues, 20 anos, que ficou como acompanhante dela no hospital nesta segunda-feira (24), disse ao G1 que o médico responsável pelo parto visitou a tia para tentar explicar o ocorrido na sala de cirurgia. "O médico, acompanhado de uma assistente social, disse para minha tia que a mesa estava em ordem, mas minha tia disse que lembra de ter ouvido o médico falar para ela, antes do parto, que a mesa não iria aguentar a realização do parto."
Ainda de acordo com Deiriane, durante a visita, o médico ainda teria feito piada com o peso de Alcione. "Ele teve coragem de falar que minha tia estava acima do peso. Isso a deixou mais abalada ainda. Minha tia não teve coragem de olhar para a cara do médico. Ela não quis nem conversar com ele de tão abalada que ficou."
Demora na comunicação
A delegada Eliana Barbosa, responsável pelo inquérito policial do caso, disse ao G1 que pretende ouvir o depoimento da mãe ainda nesta terça-feira (25), caso ela receba alta. "Dois funcionários serão ouvidos nesta quarta-feira (26) e o médico será ouvido na quinta-feira (27). Terei 30 dias para concluir o inquérito, mas já encaminhei uma equipe de peritos ao hospital para analisar a mesa cirúrgica e o balde rígido onde a criança bateu a cabeça na queda."
Eliana disse ainda que quer saber o motivo da demora do hospital em comunicar a família sobre a queda da mãe e da criança. "Além da demora em falar com os familiares, a polícia também demorou a ser comunicada sobre o fato. Isso precisa ser melhor esclarecido. Outro ponto que será investigado é se a mesa cirúrgica passou por manutenção preventiva antes da realização do parto."
A diretoria do hospital afirmou que um processo administrativo foi aberto para apurar as possíveis falhas cometidas pelo médico e pela equipe de funcionários que estavam na sala cirúrgica durante o parto.
Em nota, o hospital disse que a mãe está recebendo apoio ortopédico e psicológico e que a mesa cirúrgica quebrada tinha passado por manutenção, não apresentando problemas aparentes. "Também precisamos saber se o cordão umbilical foi cortado antes ou depois da queda", disse a delegada.
Fonte: Globo.com
Internada, ela não recebeu alta para sepultar o filho, em Porto Seguro.
O bebê João Henrique morreu instantes depois de nascer, neste domingo (23), no Hospital Luís Eduardo Magalhães, em Porto Seguro (BA). Segundo informações da diretoria médica do hospital, a mesa de cirurgia quebrou durante o parto, derrubando a mãe, Alcione Teixeira Santos, 28 anos, e o recém-nascido no chão. A criança foi sepultada nesta segunda-feira (24), no Cemitério de Pindorama, na cidade. Por não ter recebido alta, a mãe não foi ao enterro.
Segundo nota, o hospital informou que Alcione entrou em trabalho de parto às 6h e o nascimento de João Henrique ocorreu às 15h30, de parto normal. Ainda de acordo com o documento, por conta da queda, a mãe sofreu traumatismo na região do púbis e na perna direita e o recém-nascido morreu por conta do acidente.
A sobrinha de Alcione, Deiriane Rodrigues, 20 anos, que ficou como acompanhante dela no hospital nesta segunda-feira (24), disse ao G1 que o médico responsável pelo parto visitou a tia para tentar explicar o ocorrido na sala de cirurgia. "O médico, acompanhado de uma assistente social, disse para minha tia que a mesa estava em ordem, mas minha tia disse que lembra de ter ouvido o médico falar para ela, antes do parto, que a mesa não iria aguentar a realização do parto."
Ainda de acordo com Deiriane, durante a visita, o médico ainda teria feito piada com o peso de Alcione. "Ele teve coragem de falar que minha tia estava acima do peso. Isso a deixou mais abalada ainda. Minha tia não teve coragem de olhar para a cara do médico. Ela não quis nem conversar com ele de tão abalada que ficou."
Demora na comunicação
A delegada Eliana Barbosa, responsável pelo inquérito policial do caso, disse ao G1 que pretende ouvir o depoimento da mãe ainda nesta terça-feira (25), caso ela receba alta. "Dois funcionários serão ouvidos nesta quarta-feira (26) e o médico será ouvido na quinta-feira (27). Terei 30 dias para concluir o inquérito, mas já encaminhei uma equipe de peritos ao hospital para analisar a mesa cirúrgica e o balde rígido onde a criança bateu a cabeça na queda."
Eliana disse ainda que quer saber o motivo da demora do hospital em comunicar a família sobre a queda da mãe e da criança. "Além da demora em falar com os familiares, a polícia também demorou a ser comunicada sobre o fato. Isso precisa ser melhor esclarecido. Outro ponto que será investigado é se a mesa cirúrgica passou por manutenção preventiva antes da realização do parto."
A diretoria do hospital afirmou que um processo administrativo foi aberto para apurar as possíveis falhas cometidas pelo médico e pela equipe de funcionários que estavam na sala cirúrgica durante o parto.
Em nota, o hospital disse que a mãe está recebendo apoio ortopédico e psicológico e que a mesa cirúrgica quebrada tinha passado por manutenção, não apresentando problemas aparentes. "Também precisamos saber se o cordão umbilical foi cortado antes ou depois da queda", disse a delegada.
Fonte: Globo.com
Palestra: Novo Código de Ética Médica
Como as mudanças previstas no novo Código de Ética alteram efetivamente a
conduta médica e interferem na relação médico-paciente. Esse será o foco de
palestra gratuita voltada para médicos do Rio, que acontece no próximo dia
27, às 11 horas, no Hospital Balbino (RJ), em Olaria. Inscrições gratuitas
pelo tel. (21) 3977-2114.
conduta médica e interferem na relação médico-paciente. Esse será o foco de
palestra gratuita voltada para médicos do Rio, que acontece no próximo dia
27, às 11 horas, no Hospital Balbino (RJ), em Olaria. Inscrições gratuitas
pelo tel. (21) 3977-2114.
Ministério Público denuncia médicos por morte de mãe de Sean Goldman
Nadir Farah e mais quatro pessoas foram denunciados.
Bruna Bianchi morreu em 2008, após de dar à luz a filha Chiara.
O Ministério Público denunciou por homicídio culposo os médicos Nadir Farah e Eduardo Pessoa Farah pela morte de Bruna Bianchi, mãe de Sean Goldman, nesta segunda-feira (24). Bruna morreu em 2008, depois de dar à luz a filha de seu segundo casamento.
O advogado Sérgio Bermudes, que defende o médico Nadir Farah, informou que prefere não se pronunciar sobre o caso.
Segundo o MP, também foram denunciados os médicos Marcus Vinicius Guedes Werneck, Izabel de Araújo Nogueira e Sérgio de Oliveira Monteiro, que faziam parte da equipe médica que fez o parto de Chiara, filha de Bruna.
De acordo com a certidão de óbito, Bruna morreu em consequência de hemorragia pós-parto, atonia e rotura uterina.
O inquérito será encaminhado ao Tribunal de Justiça.
Casa de Saúde diz que não está relacionada com incidente
A Casa de Saúde São José, onde Bruna foi internada para ter a filha, enviou nota sobre o caso. No documento diz que e estilista contratou a equipe médica de Farah, e que o médico escolheu a clínica para o parto.
"A sucessão de eventos que levou ao óbito da paciente, portanto, não se relaciona com o hospital, mas com decisões exclusivamente médicas, a cargo da equipe contratada diretamente pela família da paciente, que poderá prestar mais esclarecimentos. Tanto na ação judicial quanto no inquérito criminal, não há uma única referência desabonadora à Casa de Saúde São José, que aguarda o pronunciamento final da Justiça", diz a nota.
Estilista morreu no parto
O relatório preliminar da polícia apontava um possível erro médico da equipe que atendeu a estilista na Casa de Saúde São José, no Humaitá, Zona Sul do Rio de Janeiro. Já existem duas ações na Justiça – uma na área criminal, outra na cível – , além de uma sindicância, em andamento, no Conselho de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj).
De acordo com as investigações da delegacia, mesmo diante do estado gravíssimo da paciente depois do parto, ela teria ficado sob os cuidados de uma médica de 70 anos “que sofre de esclerose múltipla em estágio avançado e com dificuldades de locomoção", já que precisava usar muletas ou cadeira de rodas para se movimentar durante o trabalho na clínica.
A médica seria assistente particular do obstetra Nadir Farah, responsável pelo parto e que não estaria presente no momento em que Bruna começou a se sentir mal e apresentar quadro de hemorragia. Ele teria feito o parto e saído em seguida. Logo depois, Bruna sofreu uma hemorragia tão intensa que evoluiu para uma parada cardíaca.
Médico amigo da família
O obstetra Nadir Farah tem mais de cinquenta anos de carreira e é um profissional respeitado em sua especialidade. Amigo de muitos anos da família Bianchi, foi o médico responsável pelo nascimento da própria Bruna.
Família enfrentou drama após morte
Logo após a morte da estilista, a família ebtrou numa batalha judicial com o pai do menino Sean. Em dezembro de 2009, David Goldman conseguiu a guarda do filho e o levou para morar com ele nos Estados Unidos.
Fonte: Globo.com
Bruna Bianchi morreu em 2008, após de dar à luz a filha Chiara.
O Ministério Público denunciou por homicídio culposo os médicos Nadir Farah e Eduardo Pessoa Farah pela morte de Bruna Bianchi, mãe de Sean Goldman, nesta segunda-feira (24). Bruna morreu em 2008, depois de dar à luz a filha de seu segundo casamento.
O advogado Sérgio Bermudes, que defende o médico Nadir Farah, informou que prefere não se pronunciar sobre o caso.
Segundo o MP, também foram denunciados os médicos Marcus Vinicius Guedes Werneck, Izabel de Araújo Nogueira e Sérgio de Oliveira Monteiro, que faziam parte da equipe médica que fez o parto de Chiara, filha de Bruna.
De acordo com a certidão de óbito, Bruna morreu em consequência de hemorragia pós-parto, atonia e rotura uterina.
O inquérito será encaminhado ao Tribunal de Justiça.
Casa de Saúde diz que não está relacionada com incidente
A Casa de Saúde São José, onde Bruna foi internada para ter a filha, enviou nota sobre o caso. No documento diz que e estilista contratou a equipe médica de Farah, e que o médico escolheu a clínica para o parto.
"A sucessão de eventos que levou ao óbito da paciente, portanto, não se relaciona com o hospital, mas com decisões exclusivamente médicas, a cargo da equipe contratada diretamente pela família da paciente, que poderá prestar mais esclarecimentos. Tanto na ação judicial quanto no inquérito criminal, não há uma única referência desabonadora à Casa de Saúde São José, que aguarda o pronunciamento final da Justiça", diz a nota.
Estilista morreu no parto
O relatório preliminar da polícia apontava um possível erro médico da equipe que atendeu a estilista na Casa de Saúde São José, no Humaitá, Zona Sul do Rio de Janeiro. Já existem duas ações na Justiça – uma na área criminal, outra na cível – , além de uma sindicância, em andamento, no Conselho de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj).
De acordo com as investigações da delegacia, mesmo diante do estado gravíssimo da paciente depois do parto, ela teria ficado sob os cuidados de uma médica de 70 anos “que sofre de esclerose múltipla em estágio avançado e com dificuldades de locomoção", já que precisava usar muletas ou cadeira de rodas para se movimentar durante o trabalho na clínica.
A médica seria assistente particular do obstetra Nadir Farah, responsável pelo parto e que não estaria presente no momento em que Bruna começou a se sentir mal e apresentar quadro de hemorragia. Ele teria feito o parto e saído em seguida. Logo depois, Bruna sofreu uma hemorragia tão intensa que evoluiu para uma parada cardíaca.
Médico amigo da família
O obstetra Nadir Farah tem mais de cinquenta anos de carreira e é um profissional respeitado em sua especialidade. Amigo de muitos anos da família Bianchi, foi o médico responsável pelo nascimento da própria Bruna.
Família enfrentou drama após morte
Logo após a morte da estilista, a família ebtrou numa batalha judicial com o pai do menino Sean. Em dezembro de 2009, David Goldman conseguiu a guarda do filho e o levou para morar com ele nos Estados Unidos.
Fonte: Globo.com
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