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Advogado com atuação exclusiva na área de direito médico e da saúde. Especialista em Responsabilidade Civil na Área da Saúde pela FGV-SP. Pós-graduado em Direito Médico e da Saúde. Coordenador do curso de Pós-graduação em Direito Médico da Escola Paulista de Direito (EPD). Mestrando em Odontologia Legal pela FOP-UNICAMP. Docente convidado do curso de Especialização em Direito da Medicina da Universidade de Coimbra. Presidente da Comissão de Direito Odontológico e da Saúde da OAB-Santana/SP. Docente convidado dos cursos de Especialização em Odontologia Legal da FORP-USP (Ribeirão Preto/SP), da ABO-GO (Goiânia), da ABO-RS (Porto Alegre) e da FO-USP (São Paulo/SP). Docente convidado da FUNDECTO no curso de Perícias e Assessorias Técnicas em Odontologia. Docente convidado do curso de Bioética e Biodireito do HCor. Docente convidado de cursos de Gestão da Qualidade em Serviços de Saúde (Einstein, Inspirar e UNISA). Especialista em Seguro de Responsabilidade Civil Profissional para Médico, Cirurgião-dentista, Hospital e Laboratório. Autor da obra: "COMENTÁRIOS AO CÓDIGO DE ÉTICA MÉDICA - Resolução CFM nº 1.931/2009".

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Médicos falam em "catástrofe". Problemas informáticos afetam consultas no SNS

PORTUGAL

Os médicos queixam-se do que se está a passar nos centros de saúde e hospitais. Falhas pioraram nos últimos dias: sistema informático bloqueia, encrava, vai abaixo, o que leva a atrasos e a adiamentos nas consultas.

O problema não é de agora, mas agravou-se nos últimos dias. Carlos Cortes, presidente da secção centro da Ordem dos Médicos diz que foram ultrapassados "os limites da decência".

"Aquilo que está a acontecer neste momento com os sistemas informáticos que são colocados pelos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde no SNS é uma absoluta catástrofe. Todos os programas estão a funcionar mal", garante Carlos Cortes.

São problemas relacionados com a prescrição de medicamentos e de exames de diagnóstico. João Rodrigues, presidente da Associação Nacional das Unidades de Saúde Familiar queixa-se do mesmo: "Esta aplicação foi lançada isoladamente sem estar finalizada e testada e esta semana tem sido muito complicado, porque a maior parte das vezes está a falhar a aplicação, o que faz com que, não havendo papel, o médico fique numa situação complexa. Não pode passar os exames ao doente, não pode continuar as consultas, o que cria uma irritabilidade, um cansaço e até uma desconfiança perante o sistema".

Os bloqueios informáticos, adianta o médico, têm levado a atrasos ou até adiamentos nas consultas. "Esta semana, na grande maioria dos Centro de Saúde, muitos utentes vão ter que lá voltar, porque o exame não foi prescrito".

No mínimo, um médico, acrescenta Carlos Cortes, demora três minutos à espera que o sistema informático responda ao pedido de um exame. A situação acontece sobretudo nos centros de saúde, mas também nos hospitais.

Os médicos mostram cansaço. "Neste momento já ultrapassámos todos os limites da razoabilidade. Estes programas informáticos estão a prejudicar os cuidados de saúde", alerta o presidente da secção centro da Ordem dos Médicos.

A Federação Nacional de Médicos já veio pedir responsabilidades aos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, a equipa que gere o sistema informático da saúde.

A TSF pediu um esclarecimento aos SPMS, mas até agora ainda não obteve resposta.

Fonte: https://www.tsf.pt/sociedade/saude/interior/medicos-falam-em-catastrofe-problemas-informaticos-afetam-consultas-no-sns-10146702.html?fbclid=IwAR1PX0vlHe6PFWi5zgkYPdDHsrQQQ4ySPhz-CKLUuxZEEZSMCyiRE8IxzIw